[GTER] Fragilidade da infra-estrutura de dados e voz

Tukso Antartiko tukso.antartiko at gmail.com
Thu Nov 13 20:59:53 -02 2008


Os motivos são vários, o principal é o monopólio, que alguns preferem
chamar de "single point of failure".

Se o usuário last-mile, vulgo xDSL, depende da estrutura de transporte
regional e conexão com a Internet de uma única empresa (a mesma que
vende o last mile) ele estará muito mais propenso a apagões, falta de
escalabilidade, efeitos-colaterais e tudo mais que a centralização
traz de brinde. Se a empresa last-mile fosse independente a mesma
poderia adquirir conectividade de longa distância de X e R, se X
gerasse falhas R manteria o serviço.

Da mesma forma, como M domina o last-mile local, R diminui o interesse
de investir em transporte regional, pois ou não teria para quem vender
ou gastaria mais ao ter que investir também em last-mile para poder
entregar seu produto. Embora devo deixar claro que existem algumas
poucas localidades que fogem a regra geral mas R costuma deixa escapar
por não estudar o mercado ou não saber fazer rede.

Discordo do dito por alguns que não há lei de moore na tecnologia de
telecomunicações. Muito pelo contrário no que se diz respeito a
tecnologia ela existe sim, tenho que pesquisar os números exatos, mas
a evolução da capacidade tecnológica de comunicação vem sendo maior do
que vários outros campos de TI.

Porque as empresas brasileiras não acompanham a tecnlogia é a questão.
Comodismo do monopólio? Medo de investir em longo prazo e frustrar os
acionistas que querem lucros de curto-prazo? Falta de conhecimento e
planejamento? Sou pequeno e tenho outros problemas?

Fora que nem tudo é tecnologia, apesar das reduções de custos
tecnológicos e da variação negativa do dólar nos últimos anos, neste
mesmo período algumas empresas monopolistas ignoraram tudo isso
chegando até a reajustar para cima seus preços de tabela (aquele que
te falam no primeiro contato) de alguns de seus produtos sem aumentar
capacidade destes mesmos produtos. Além destes e outros preços,
acompanham-se vergonhosos acordos de peering. Se para eles economia é
uma mistura de contabilidade com marketing, "economia de rede" deve
ser uma área do conhecimento que deve se dedicar a estudar a
"contabilidade" da fabricação de redes de pesca.

Quanto às noticiadas quedas simultâneas, não acredito muito neste tipo
de notícia, mas por outro lado acredito que haja muita incompetência
em cumprir o MTTR de falhas individuais por aí.

E para completar a lambança temos na platéia a ANATEL e o governo.
Platéia esta que se as vezes dorme anestesiada pela música circense em
outras situações profere gritos de incentivo para exibições que são
desastres em potencial, desconhecendo que apesar do luxo do espetáculo
a segurança da jaula, situada atrás da arquibancada, que contém os
animais selvagens é mínima.

On 11/13/08, Toledo, Luis Carlos <lscrlstld at gmail.com> wrote:
> Senhores, é de se espantar a fragilidade da infra-estrututa de algumas
> empresas de grande porte de telecomunicação (acho desnecessário citar
> nomes).
>
> Mais espantoso ainda é o poder de investimento que possuem e a alta
> lucratividade aprensentada por estas, mas isso não traduzido em resiliência,
> uma simples redundância ou um mísero link/equipamento de backup.
>
> Chega a ser trágicômico o tamanho do apagão causado por um único roteador
> "com mal funcionamento" ou uma/duas fibras rompidas.
>
> Capacidade de investimento e competência elas possuem de sobra. Por que
> mesmo assim ocorrem tais insidentes? Falta de planejamento estratégico e/ou
> gestão de falhas? Alguem acreditando que fibra não rompe e em equipamentos
> infalíveis?
>
> Embora minhas conclusões estejam baseadas em fatos, minhas sinceras
> desculpas caso eu esteja enganado.
>
> Abs
> Toledo
>
> --
> gter list    https://eng.registro.br/mailman/listinfo/gter
>



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