[GTER] RES: Fragilidade da infra-estrutura de dados e voz

Julio Arruda jarruda-gter em jarruda.com
Quinta Novembro 13 15:16:41 BRST 2008


Um comentario adicional (pessoal, obviamente nao falo pela empresa)...

Nas Americas, isto tambem ocorreu no mercado de varejo, em determinado 
grau, o 'buffet' de broadband..all you can eat..

Foi o broadband sendo vendido como 'ilimitado', e os usuarios, com a 
re-evolucao do p2p (que nao deixa de ser uma 'ida para a borda' do velho 
usenet e etc :-)..quebraram tudo quanto era planejamento. Os calculos de 
receita por usuario, eram obviamente baseados em oversubscription. e se 
voce passa a ter uma parcela maior de usuarios 'pesados' :-)...
(cheguei a usar no Caribe uma ferramenta chamada Netcalc da Nortel, 
inclusive era gratuita, e era surreal voce comparar a realidade com o 
'plano de 2 anos atras'.....era uma festa de links em vermelho ate os 
DSLAMs, nas projecoes em cascata, quando se tirava um bottleneck no 
peering edge :-)..

Em alguns clientes, eu ja escutei que eles querem implementar DPI, mas 
sabem que tem que primeiro fazer isto para 'mostrar' para o cliente a 
banda usada, estilo PlusNet, com portais e etc, onde o usuario veja 
quanto esta gastando e como.
Somente depois disto estar 'na cabeca' do usuario de DSL, e' que eles 
podem aventar ir para o lado de cobrar diferente de quem e' usuario 
power-p2p e etc..


Luciano Pasqualini wrote:
> Análise perfeita Rubens !
>
> Luciano Pasqualini
>
> -----Mensagem original-----
> De: gter-bounces em eng.registro.br [mailto:gter-bounces em eng.registro.br] Em
> nome de Rubens Kuhl Jr.
> Enviada em: quinta-feira, 13 de novembro de 2008 12:55
> Para: Grupo de Trabalho de Engenharia e Operacao de Redes
> Assunto: Re: [GTER] Fragilidade da infra-estrutura de dados e voz
>
> Na outra ponta da balança, é bom notar que os consumidores de telecom
> estão há anos aplicando sobre seus fornecedores uma espécie de Lei de
> Moore em que o serviço deve dobrar de capacidade e cair pelo custo à
> metade a cada geração, sendo que não há (mais) ganhos de escala
> tecnológicos para justificar isso, como aconteceu no tempo em que a
> capacidade de transmissão das fibras ópticas subiu
> estratosfericamente.
>
> Há disponiblização de equipamentos novos de menor custo por unidade
> transmitida, mas não nessa proporção... assim, para atender esse ganho
> de escala alguma outra coisa tem que ser sacrificada, e é meio
> evidente pelos apagões de onde isso tem saído...
>
>
> Rubens
>
>
>
> 2008/11/13 Toledo, Luis Carlos <lscrlstld em gmail.com>:
>   
>> Senhores, é de se espantar a fragilidade da infra-estrututa de algumas
>> empresas de grande porte de telecomunicação (acho desnecessário citar
>> nomes).
>>
>> Mais espantoso ainda é o poder de investimento que possuem e a alta
>> lucratividade aprensentada por estas, mas isso não traduzido em
>>     
> resiliência,
>   
>> uma simples redundância ou um mísero link/equipamento de backup.
>>
>> Chega a ser trágicômico o tamanho do apagão causado por um único roteador
>> "com mal funcionamento" ou uma/duas fibras rompidas.
>>
>> Capacidade de investimento e competência elas possuem de sobra. Por que
>> mesmo assim ocorrem tais insidentes? Falta de planejamento estratégico
>>     
> e/ou
>   
>> gestão de falhas? Alguem acreditando que fibra não rompe e em equipamentos
>> infalíveis?
>>
>> Embora minhas conclusões estejam baseadas em fatos, minhas sinceras
>> desculpas caso eu esteja enganado.
>>
>> Abs
>> Toledo
>>
>> --
>> gter list    https://eng.registro.br/mailman/listinfo/gter
>>
>>     
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