[GTER] Internet pela rede elétrica II

Thiago Guerreiro tguerreiro em mandic.com.br
Terça Maio 6 09:37:23 BRT 2003


Acham que está tão perto assim ?

Extraído do jornal CorreioBraziliense.  www.correioweb.com.br

Abraços,

	Thiago Guerreiro.


INTERNET
Online pela tomada

Navegar conectado pela energia elétrica DEVERÁ ser uma opção para o
futuro PRÓXIMO. Essa tecnologia consome apenas 9 watts e o usuário fica
plugado em qualquer canto da casa

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Da Redação 

Depois da linha telefônica, a Internet também passou a ser transmitida
pelos cabos de TV por assinatura. Em seguida, chegaram às casas dos
usuários a tecnologia das ondas do rádio e também a ADSL. Mas o que
muita gente não imaginava era a possibilidade de se acessar Internet por
meio de fios que levam a eletricidade às nossas residências. 

Meio de transporte


  Isso é o que acontece com o Power Line Communications (PLC). A
tecnologia faz com que a rede de energia elétrica sirva como ‘‘meio de
transporte’’ dos sinais de telecomunicações. Aí, o usuário pode
conectar-se à Internet utilizando qualquer tomada de casa. É o sistema
plug and play. 

  O PLC já foi testado em 2001 pela Companhia Elétrica de Minas Gerais e
pela Companhia Paranaense de Energia. Agora, a Light experimenta esta
tecnologia no Rio. São oito prédios, residenciais e comerciais,
conectados à Internet pela rede elétrica. Segundo o diretor de
desenvolvimento de negócios da Light, Paulo Magalhães, uma pesquisa com
os usuários comprovou a qualidade e a velocidade do PLC. 

  Mas como funciona? Um equipamento chamado Master é instalado próximo
ao transformador de energia, nos postes de iluminação. Esse aparelhinho
tem a função de se comunicar com todos os modems PLC, enviando sinais
pela rede elétrica. No Master, é também conectado o circuito para
interligação à Internet. Para acessar a rede, é necessário um modem PLC,
que é externo e pequeno. Um cabo desse modem deve ser ligado em uma
tomada mais próxima do computador e o outro se conecta na placa de rede
do micro. Pronto! O internauta já está plugado na rede mundial dos
computadores. 

À prova de teste 
A Light está testando a tecnologia de três grandes empresas: Ascom
(França), Mainnet (Israel) e DS2 (Espanha). A tecnologia mais poderosa é
a da DS2, na qual os modems chegam a 45 Mbps e são indicados para uso
empresarial. Existem ainda os modems da Ascom e Mainnet de 4,5 Mbps para
Internet residencial. Segundo Magalhães, é essa alta capacidade de
transmissão de dados que possibilita o fornecimento de diferentes tipos
de serviço. ‘‘Além da Internet em banda larga, podemos oferecer
videoconferência, educação à distância, gerenciamento do fornecimento de
energia, vídeo segurança e também transmissão de voz’’, cita. 

  Quando se fala de Internet pela rede elétrica, uma pergunta sempre é
feita: E quando faltar luz? Nesse caso, o PLC permanece funcionando. O
usuário vai navegar normalmente se tiver um nobreak — aparelho com
capacidade de manter o PC ligado por um tempo no caso de falta de
energia. 

No mercado 
O teste da Copel, iniciado em 2001, durou seis meses. A companhia
instalou o serviço em 50 pontos diferentes para verificar a tecnologia
alemã e a possibilidade de colocá-la no mercado. Passaram a fornecer
quatro serviços com o PLC: Internet, telefonia pública, telemedição de
energia elétrica e vigilância de residências (alarme e câmeras online).
Diante dos testes, o assistente de diretor da Copel, Orlando César de
Oliveira, diz que a tecnologia funciona perfeitamente. ‘‘É segura e
compatível com a rede elétrica brasileira’’, comenta. 

  Segundo Orlando, para comercializar o PLC, será preciso uma produção
em alta escala dos equipamentos, uma padronização da tecnologia e acabar
com o monopólio do acesso de telecomunicação. ‘‘O Powerline é
revolucionário e ameaçador para as operadoras de Internet. É ainda um
bom campo de atuação para empresas de energia elétrica’’, afirma. 

  Se o PLC for comercializado, seu preço deverá concorrer com a ADSL,
por exemplo, e a velocidade de conexão será bem maior. Orlando arrisca
uma previsão, diz que no ano que vem existirão muitas redes com PLC. 

  Em Brasília, a fase de testes deve demorar um pouco para chegar.
Wilson Soares, consultor de planejamento empresarial da CEB, diz que a
empresa conhece a tecnologia, mas não a domina. Por isso, quer buscar
parceiros estratégicos para entrar nessa área. ‘‘Quando a comunicação
via energia elétrica for comercializada, a Internet dará um salto’’,
ressalta Wilson. 
 

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As vantagens


Não há venda casada (acesso à Internet mais provedor de 
conteúdo); 


Telefone liberado; 


Consumo do modem PLC é baixo, cerca de 9W; 


Acesso permanente à Internet; 


Velocidade 50 vezes superior à opção mais rápida; 


Acesso disponível em qualquer tomada; 


Não é necessária a instalação de cabos adicionais, pois a fiação
elétrica já está toda pronta. 

 




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