[GTER] Amapa/Macapa

Tukso Antartiko tukso.antartiko em gmail.com
Terça Junho 9 14:26:36 BRT 2009


Dei uma olhada em possíveis soluções para o problema do backbone,

Fibra pura, me parece que a conta não fecha, pois a população é
pequena para compensar os custos e ainda não se sabe quantos destes se
interessariam por banda realmente larga.

Com rádio puro até se pode tentar fazer, mas como tem muita água e
umidade (vários quilômetros sobre rio e floresta), deve ficar muito
instável e até pior que o satélite.

A solução me parece ser híbrida: fibra na parte mais úmida e rádio no
restante. No entanto esta área mais úmida é justamente onde o custo da
fibra é mais caro e tenho minhas dúvidas se o custo total fecharia.

Mas pode-se sempre fazer pressão no governo para ver se ele resolve ou
agiliza o problema. No Acre haviam alguns políticos fazendo pressão e
parece que a conexão melhorou.

Satélite, fazendo direito: banda C, satélite adequado à região,
DVB-S2, FEC bem alto, LNB e antena bons e bem apontados, conexão
apenas http, fazendo tunnel entre dois proxys nas duas pontas (subida
e decida), limitação da banda no proxy e não no link do satélite,
usando tratamento de congestionamento TCP adequado ... não dá tanto
problema.

Quanto ao custo do satélite, acho que estão pagando caro. O problema é
que para os satélites melhores você dificilmente conseguirá fazer
contratos curtos e o preço pode mudar enquanto isso. Quem sabe no
satélite do Huguito? O Venesat-1 que já está no ar. Vai ver, fazendo
pressão no governo, o Lula pede um espaço ao comandante em seu
satélite bolivariano.

Enquanto isso pode-se fazer um PTT entre provedores locais,
compartilhando ou não algum proxy/mirror, não precisa ter ASN nem CIDR
próprios.

On 6/8/09, Wenderson Souza <wendersonsouza em gmail.com> wrote:
> Boa noite,
>
> Conforme dito pelo colega Mayk, o qual conheço pessoalmente e tenho grande
> respeito pelo seu grande conhecimento nesta área de Internet entre outras,
> existe sim este grupo de empresários que está com o projeto de trazer de
> Belém para Macapá através da tecnologia a rádio (segundo meu conhecimento)
> internet com velocidades maiores e/ou latências menores, trazendo assim a
> tão "esperada" banda larga.
>
> Apesar de (tecnicamente falando) Macapá já ter banda larga (
> http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_larga), visto que qualquer conexão que
> trafega acima dos 56kbps do modem discado, já pode-se considerar banda
> larga. Só que as velocidades vistas nas capitais que são atendidas por
> backbones em fibra óptica não são tangíveis em Macapá pelo custo do link
> satelital ser muito alto.
>
> Querem um exemplo, Manaus, tem banda larga pelo Velox, mas já viram o custo?
> Custo alto por usar backbone satelital. Seria o mesmo que aconteceria em
> Macapá. (
> http://oivelox.novaoi.com.br/portal/site/OiVelox/menuitem.ebeac1048536fb0248de9f76f26d02a0/?vgnextoid=c0456b009fcf2110VgnVCM10000090cb200aRCRD&STATE=3|AM|Amazonas
> )
>
> As operadoras de telefonia do estado do Amapá não têm interesse em trazer a
> tão esperada fibra óptica para Macapá, porque isso diminuiria seus lucros
> locais (com o acesso discado e com os altos preços de vendas de links
> dedicados para governo e ISPs). E necessitaria de um investimento muito alto
> para funcionar internamente.
>
> Apenas trazer a fibra nao resolveria o problema local, ja que nao tem
> infra-estrutura interna necessária para instalar redes xDSL. Motivo? Redes
> sucateadas, analógicas (as mesmas recebidas do sistema Telebrás na
> privatização), amplificadas. Apenas alguns bairros têm URAs capazes de se
> instalar um DSLAM e fazer o negócio acontecer. O restante é totalmente
> analógico e tem sua troca inviável.
>
> Assim como o Mayk trabalho em ISP e nossa cidade sofre muito com a falta de
> um backbone terrestre que nos interligue com o restante do brasil com
> latências adequadas.
>
> Hoje nossa latência mínima em Macapá é entre 550 ms a 600 ms, isso por culpa
> do acesso satelital.
>
> Então a fibra nao resolveria? Sim e não, pois vindo a fibra poderíamos
> comprar links dedicados por valores menores e repassar isso para os
> consumidores. Velocidades maiores por preços menores. Mas nao teria (de
> imediato) o ADSL disponível. Mas os ISPs via rádio conseguiriam atender seus
> clientes com melhores qualidades.
>
> Rede 3G existe em Macapá, mas apenas internamente. Vídeo-chamada apenas
> local. Passou para o satélite a mágina pára.
>
> E aquele grupo de empresários será a salvação? Sim e não, pois o monopólio
> continuará(ria) existindo sem garantias de menores preços para os clientes
> (que é o que importa no final das contas).
>
> A salvação, que todo mundo espera, além de governo, iniciativa privada e
> consumidores, é mesmo a chegada do linhão de Tucuruí em Macapá, juntamente
> com o mesmo virá (segundo cláusula licitatória) "cabos" de fibra óptica para
> libertar o povo amapaense desse desespero "desconectado". O problema número
> 2 é: quem irá explorar esse meio físico?
>



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