[GTER] Analise de trafego por ASN sem BGP

Rubens Kuhl Jr. rubensk em gmail.com
Sexta Fevereiro 10 15:48:07 BRST 2006


Ao revisitar o tema de como fazer análise de tráfego por ASN sem que
se tenha a tabela de roteamento global no roteador (quer pq só há BGP
parcial, quer por nem haver BGP ainda), que havia sido abordado na
GTER19 pelo Eduardo Ascenço
(ftp://ftp.registro.br/pub/gter/gter19/12-roteamento-parcial.pdf), eu
acabei chegando em uma solução um pouco diferente da dele e que torno
aqui pública (a próxima reunião do GTER ainda está meio longe...).

O primeiro insumo para essa alternativa é algo que apesar de não ter
encontrado citação em nenhum lugar funciona bem: já há um zone-file
DNS gerado automaticamente pelo projeto Route-Views para consulta de
ASN origem de um IP usando nslookup. O zone-file fica em
(http://archive.routeviews.org/dnszones/originas.zone.bz2) (há também
a versão descompactada e ambas podem ser acessadas também por ftp), e
é atualizado pelo menos diariamente.

O porém do formato zone-file é gerar um arquivo grande que é ruim para
manipulação direta; assim eu preferi simplificar o arquivo usando o
seguinte comando:
$ bzcat originas.zone.bz2 | awk -F\" '/^[^@].*\"/ { print $2,$4,$6 }' | uniq >
originas.txt

Isso gerou um arquivo com linhas apenas com ASN, prefixo e máscara.
Com um arquivo de prefixos mais digerível, a questão é como gerar
relatórios por ASN... eu observei que teria menos trabalho se
conseguisse marcar os ASNs nos flow originais, usando assim as
ferramentas de relatório já integrante do flow-tools. Também se
mostrou mais simples fazer a modificação usando formato ASCII e Perl,
e o resultado ficou assim:

$ flow-cat ft-v05.2001-05-01.* | flow-export -f 2 | grep -v \# |
./flow-asn.pl | flow-import -V5 -z0 -f2 | flow-report -v
TYPE=source-as -v SORT=+octets -v OPTIONS=+percent-total,+names

Da linha de comando acima, só flow-asn.pl não vem no pacote do
flow-tools. Ele foi adaptado a partir de
http://insomnia.juniks.net/~kll/sflow1, um script de objetivo similar
para sflow (Foundry, outros) escrito por Kristian Larsson. Ele mapeia
os prefixos e ASs de origem numa tabela de roteamento usando uma
estrutura de dados bastante empregada em códigos de roteamento, uma
Patricia trie.


------------------------- cut here -----------------------
#!/usr/bin/perl

  use Net::Patricia;



  my $pt = new Net::Patricia;


# Origin prefixes by ASNs

print STDERR "Loading prefix file into memory... ";
open (fil, "originas.txt");
@db = <fil>;
close(fil);
print STDERR "done.\n";


print STDERR "Creating data structure... ";
foreach $rrow(@db) {
    my ($rAS,$rnet, $rmask) = split(/\s+/, $rrow);
    $pt->add_string("$rnet/$rmask", $rAS);
}

print STDERR "done.\n";

while (<STDIN>) {
  @row=split(",");


  $row[22]=$pt->match_string($row[10]);
  $row[23]=$pt->match_string($row[11]);
    print join(",", em row) . "\n"
}

---------------- cut here ----------------------
	
Vale reparar que como é possível que a organização nem tenha ainda um
AS ou espaço CIDR, é necessário definir os IPs locais no arquivo
originas.txt usando um ASN privado (ex: 65001) para que se façam
análises coerentes de origem/destino do tráfego. Isso também pode ser
feito com mais de uma organização, por exemplo num caso de diversas
instituições de uma mesma área geográfica que queiram avaliar o
interesse total de troca de tráfego entre elas para estabelecimento de
um PTT.

Possíveis desenvolvimento destas idéias:
- Classificação de prefixos ou ASNs em função de país para análise
local/internacional. O campo flow-tag parece apropriado para isso.
- Mudança para programa em C, que também dispõe da biblioteca
libPatricia, tratando o fluxo em binário. Isso garantiria performance
para análises online.

Se quem testar puder me dar um feedback, eu agradeço... mas minha
maior esperança é de que alguém seja mordido pelo bicho da codificação
e aperfeiçoe o que está aqui.


Rubens



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