[GTER] novas tarifas numeracao

Felipe Trevisan fetrevisan at gmail.com
Thu Dec 31 14:23:26 -02 2015


O Google Fiber ->
1 Ip fixo custa 20 USD, ou R$ 80,00 - POR MÊS
https://fiber.google.com/smallbusiness/

A ARIN tenta não permitir que um mercado privado de trocas de endereços
surja, mas o recurso é escasso e me parece que as forças do mercado são bem
fortes.

http://www.internetgovernance.org/2011/04/15/arin-stumbles-into-the-nortel-microsoft-ip-address-deal/

A Microsoft pagou 7,5 milhões de dólares por 666 mil endereços, ou USD
11,26 por endereço IPv4, então serve de referência sobre qual seria o valor
de um endereço IP caso um eventual mercado aberto viesse a surgir.

http://www.networkworld.com/article/2228854/microsoft-subnet/microsoft-pays-nortel--7-5-million-for-ipv4-addresses.html

A realidade nua e crua hoje é que existem políticas estruturadas
centralmente e de forma global para organizar a cessão de endereços IP.
Sendo assim, por mais que se esperneie, não dá pra fugir das regras. Doer
no bolso é a única maneira que o ser humano, infelizmente, entende que está
na hora de procurar alternativas.

Quando o recurso era menos escasso, o NIC promoveu uma tabela com
descontos. Se não me engano (Rubens, me corrija) hoje a tabela para IPv6
está zerada, mas ela também tem um custo, não?

Acho que as reclamações estão direcionadas à pessoa errada. Não são as
políticas do NIC, inadequadas, ou o preço, caro, mas sim os diversos
players globais que ainda não migraram para o IpV6, que atrasam e oneram
toda a cadeia.










On Thu, Dec 31, 2015 at 4:02 AM Rodrigo Baldasso <rodrigo at loophost.com.br>
wrote:

> 40 reais um IP Roberto?
>
> Tem países que estão sem ip há muito mais tempo e não cobram esse absurdo.
>
> Acho muito mais válido investir em política de justificação de uso.
>
> Sent from my iPhone
>
> > On Dec 30, 2015, at 23:27, Roberto Bertó <roberto.berto at gmail.com>
> wrote:
> >
> > IP tem custo ficticio que eh a vontade do Nic de recuperar blocos baseado
> > em custo financeiro e por isso devem ter usado o dolar para aumentar
> preco.
> >
> > Sou a favor da politica do NIC e acho a motivacao boa.. Eu acho que o
> preco
> > que os provedores de hosting cobram pelo IPv4 eh muito baixo. Deveria ser
> > 30 reais em 2016, 40 em 2017 e assim vai, mas tem gente dando quase/de
> > graca.
> >
> >
> > Em qua, 30 de dez de 2015 às 22:13, Rubens Kuhl <rubensk at gmail.com>
> > escreveu:
> >
> >>>
> >>>
> >>> Concordo em partes. Embora o IP seja um identificador mundial , em
> >>> “teoria” só podemos anuncia-lo a partir do Brasil e portanto,
> utiliza-lo
> >> a
> >>> partir do Brasil, “brasilnet" controlada pelos fornecedores de links
> >>> brasileiros, que todos cobram em Real e não utilizam o dólar
> diretamente
> >>> para balizamento. Nesse raciocínio, o preço do mega deveria ser em
> dólar
> >>> também, regra global de conectividade.
> >>>
> >>
> >> Várias coisas aqui não batem:
> >> - Se você vai usar IPs brasileiros para atender brasileiros, mesmo assim
> >> pode comprar link de trânsito diretamente nos EUA como fazem Algar e
> >> Embratel.
> >> - Há fornecedores aqui com cláusula de reajuste se o dólar passar de X.
> Eu
> >> tinha um fornecedor assim, e isso não é incomum em serviços com foco em
> >> trânsito internacional.
> >> - Ainda não dá para saber se o aumento do dólar terá ou não impacto em
> >> custos de trânsito Internet. Pode ser que não tenha, por causa de um
> modelo
> >> econômico "exótico" onde o trânsito nacional é mais caro que o
> >> internacional, por falta de competição no mercado interno.
> >>
> >> Outros identificadores mundiais, como por exemplo a matrícula de
> aeronaves,
> >>> que são reconhecidas mundialmente pelos tratados e anexos da ICAO, não
> >> tem
> >>> seus preços balizados em dólar e ainda sim são identificadas em todo
> >> mundo.
> >>> Cada pais gerencia da sua forma, e cobra com sua moeda local de acordo
> >> com
> >>> seus processos e necessidades. Tanto faz o valor do dólar, para
> obter-se
> >>> uma matricula, o valor será aquele fixado em Real. O mesmo vale para
> >>> RadioAmadores, e assim vai.
> >>>
> >>
> >> Isso é factível com sistemas totalmente hierarquizados onde um
> determinado
> >> espaço é usado exclusivamente por um país. É o caso por exemplo dos
> números
> >> de telefone, onde tudo abaixo de +55 é Brasil, e já foi o caso de
> endereços
> >> IP enquanto o Brasil usava o 200.128/9. No caso atual de IPs na América
> >> Latina, se trata de um pool único compartilhado.
> >>
> >>
> >>>>
> >>>>> E mais do que ninguém, as empresas e organizações públicas não
> >> deveriam
> >>>>> fazê-lo.
> >>>>>
> >>>>
> >>>> A distribuição de IPs no Brasil segundo as políticas e preços do
> >> LACNIC é
> >>>> feito por uma organização de direito privado, o NIC.br, não por uma
> >>> empresa
> >>>> ou organização pública…
> >>>>
> >>>
> >>> Nic.br <http://nic.br/>, subordinado ao CGI.BR , criado a partir de um
> >>> decreto da presidência da república, integrado por membros titulares e
> >> seus
> >>> suplentes, em sua maioria ligados a entidades públicas como Ministérios
> >>> (Ciência e Tecnologia, Comunicações, Defesa, Anatel, etc), com alguns
> >>> representasse do setor comercial.
> >>
> >>
> >> O CGI.br não tem identidade jurídica, mas mesmo ele tem maioria de
> membros
> >> do setor privado (12) e não de governo (9).
> >> http://www.cgi.br/membros/
> >>
> >>
> >>> Ainda sim, IPs não são mercadorias importadas, mas tão somente
> >>> identificadores.
> >>
> >>
> >> E por sinal, não são propriedade nem dos usuários designados, nem do
> >> NIC.br, nem do LACNIC... são um bem comum universal. Não é IP que se
> está
> >> pagando, e sim o uso dos mecanismos de gestão do sistema.
> >>
> >>
> >>> Uma vez que aqueles destinados ao BR são gerenciados por empresas
> >>> brasileiras,
> >>
> >>
> >> Apesar de cobrados e analisados por uma organização brasileira,
> >> efetivamente são geridos pelo LACNIC, baseado no Uruguai.
> >>
> >>
> >>> deveriam respeitar a moeda nacional. Até porque, como mencionei, em
> >>> “teoria” só podem ser anunciados a partir do Brasil, portanto
> explorados
> >>> dentro do território nacional e sujeitos a moeda nacional e suas
> >> correções
> >>> e não o dólar.
> >>>
> >>
> >> Só podem ser usados para atender brasileiros, mas podem ser anunciados a
> >> partir de outros lugares, se tal característica constar da solicitação
> dos
> >> recursos. Esse tema já foi abordado aqui na GTER pelo Patara.
> >>
> >>
> >> Rubens
> >> --
> >> gter list    https://eng.registro.br/mailman/listinfo/gter
> > --
> > gter list    https://eng.registro.br/mailman/listinfo/gter
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